Serviço telefónico fixo - 3.º trimestre de 2017

Esta informação é propriedade de ANACOM

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Sumário 

Penetração do serviço telefónico fixo chega aos 46,6 por 100 habitantes

No final do 3.º trimestre de 2017 (3T2017) a taxa de penetração dos acessos telefónicos principais atingiu 46,6 acessos por 100 habitantes, o valor mais elevado registado desde que são recolhidas estas estatísticas (4T2006). No entanto, segundo o Barómetro de Telecomunicações da Marktest, no 3T2017, cerca de 24,5% dos clientes de STF não utilizava o serviço.

Redes de nova geração responsáveis pelo crescimento verificado

O parque de acessos telefónicos principais ascendeu a 4,8 milhões de acessos, mais 0,3% relativamente ao trimestre anterior e mais 0,8% em relação ao trimestre homólogo. O crescimento trimestral verificado (+14 mil acessos equivalentes) deveu-se sobretudo ao aumento dos acessos VoIP/VoB (+77 mil acessos), nos quais se incluem os acessos suportados em redes de fibra ótica e TV por cabo.

O número de postos públicos era de cerca de 20 milhares (-0,8% face ao trimestre anterior e -4,5% face ao trimestre homólogo).

Quotas dos prestadores

No final deste período, a MEO era responsável por 44,9% do total dos acessos principais (-0,4 pontos percentuais). O Grupo NOS era o 2.º maior prestador, com uma quota de 35,3% (-0,1 pontos percentuais). A Vodafone atingiu uma quota de 15,7% (+0,5 pontos percentuais), tendo sido o prestador que mais cresceu neste trimestre.

Tráfego telefónico fixo diminuiu 11,3%

O volume de minutos de voz do STF diminuiu 4,7% em relação ao 2T2017 e 11,3% em relação ao 3T2016.

Em média, por mês, foram consumidos 84 minutos por acesso: 64 minutos em chamadas fixo-fixo (menos 5 minutos que no trimestre anterior), 9 minutos em chamadas fixo-móvel (valor idêntico ao do trimestre anterior) e 5 minutos em chamadas internacionais (menos 1 minuto do que no trimestre anterior).

1. Prestadores dos Serviços Telefónico Fixo, Voz através da Internet, VoIP nómada e Revenda de Tráfego Telefónico de Voz1

No final do 3.º trimestre de 2017 (3T2017), existiam 17 entidades registadas para a prestação do Serviço Telefónico Fixo (Tabela 1).

Das entidades registadas a prestar este serviço, 13 encontravam-se em atividade2. Destas, cinco prestaram o serviço exclusivamente por acesso direto, uma prestava o serviço exclusivamente por acesso indireto e as restantes prestaram o serviço através dos dois tipos de acesso – direto e indireto.

Tabela 1 - Evolução dos prestadores de STF

 

2016

2017

3T

4T

1T

2T

3T

Prestadores registados

17

17

17

17

17

Prestadores em atividade2

13

13

13

13

13

Prestadores com tráfego de acesso direto e indireto

7

7

7

7

7

Prestadores só com tráfego de acesso direto

5

5

5

5

5

Prestadores só com tráfego de acesso indireto

1

1

1

1

1

Unidade: Número de prestadores
Fonte: ANACOM

No que diz respeito aos prestadores de revenda de tráfego telefónico de voz verificou-se que, no 3T2017, das 17 entidades registadas para a prestação deste serviço apenas sete se encontravam em atividade.

Tabela 2 - Evolução dos prestadores de revenda do Tráfego Telefónico de Voz

 

2016

2017

3T

4T

1T

2T

3T

Prestadores registados

18

18

18

17

17

Prestadores em atividade2

7

7

7

7

7

Unidade: Número de prestadores
Fonte: ANACOM

Relativamente aos prestadores de serviços de voz através da Internet3 prestados em local fixo e em condições eventualmente percecionadas pelo utilizador como equivalentes às do STF tradicional, existiam, no final do 3T2017, seis entidades em atividade (Tabela 3).

Tabela 3 - Evolução dos prestadores de voz através da Internet

 

2016

2017

3T

4T

1T

2T

3T

Prestadores em atividade2

6

6

6

6

6

Unidade: Número de prestadores
Fonte: ANACOM

Quanto ao Serviço de VoIP nómada3, no final do 3T2017 existiam 24 prestadores registados (Tabela 4), encontrando-se quinze em atividade.

Tabela 4 - Evolução dos prestadores de VoIP nómada

 

2016

2017

3T

4T

1T

2T

3T

Prestadores registados

23

24

25

24

24

Prestadores em atividade2

14

14

15

15

15

Unidade: Número de prestadores
Fonte: ANACOM

2. A penetração do Serviço Telefónico em Local Fixo

A taxa de penetração dos acessos telefónicos principais atingiu neste trimestre 46,6 acessos por 100 habitantes4 (Gráfico 1).Trata-se da taxa de penetração mais elevada registada desde que a ANACOM compila esta informação (4T2006).

Gráfico 1 - Evolução das taxas de penetração dos acessos principais

A taxa de penetração dos clientes residenciais de acesso direto ascendeu a 58 por 100 alojamentos familiares clássicos5 e 84,4 por 100 famílias clássicas5.

Segundo o Barómetro de Telecomunicações da Marktest, no segundo trimestre de 2017 cerca de 24,5% dos clientes de STF referiu não utilizar este serviço, menos 2,5 pontos percentuais do que no trimestre anterior.

3. O número de acessos instalados do Serviço Telefónico em Local Fixo

O parque de acessos telefónicos principais no final do 3T2017 ascendeu a 4,8 milhões de acessos (Tabela 5). Este valor situou-se dentro do intervalo de previsão resultante da tendência histórica estimada.

Em relação ao trimestre anterior, o número de acessos aumentou 0,3% (14 mil acessos). A diminuição dos acessos analógicos (-48 mil acessos), dos acessos RDIS (-16 mil acessos) e dos acessos fixos suportados em redes móveis (-0,6 mil acessos) foi mais do que compensada pelo aumento dos acessos VoIP/VoB (+77 mil acessos).

Gráfico 2 - Evolução dos Acessos Principais

Recorreu-se ao modelo de regressão linear com tendência logística: Yt = 4.540.080 + 258.571,7/ (1 + exp (-0,494435* (t-16,36399))). A modelação foi feita a partir do 4T2011. O R2 ajustado do modelo é de 0,986.

Em termos anuais, registou-se uma variação homóloga de +0,8% no número de acessos telefónicos principais. Este foi, no entanto, o menor crescimento em termos homólogos desde o 3T2014. É de referir, em especial, o crescimento dos acessos VoIP/VoB6 (+14,8%), nos quais se incluem os acessos suportados nas redes de fibra ótica (FTTH/B), que aumentaram 25,9%, e nas redes de TV por cabo (+3,6%).

Salienta-se que no 3T2017 os acessos suportados em redes alternativas à rede tradicional (acessos analógicos e RDIS) representavam 63% dos acessos telefónicos principais, +1,4 pontos percentuais que no trimestre anterior e +6,3 pontos percentuais que no trimestre homólogo.

Tabela 5 - Número de acessos do STF

 

3T2016

2T2017

3T2017

Variação Nª Acessos

%

%

%

3T2017/

2T2017

3T2017/

3T2016

Acessos Principais Totais7

4.762

100

4.789

100

4.802

100

0,3%

0,8%

Acessos Analógicos8

1.668

35,0

1.482

31,0

1.435

29,9

-3,2%

-14,0%

(dos quais) Postos Públicos

21

0,4

20

0,4

20

0,4

-0,8%

-4,5%

Acessos RDIS e Diginet9

393

8,2

359

7,5

343

7,1

-4,3%

-12,6%

Básicos

175

3,7

153

3,2

147

3,1

-3,6%

-16,0%

Primários

215

4,5

203

4,2

193

4,0

-5,0%

-10,0%

Fracionados

2

0,0

2

0,0

2

0,0

-5,5%

-13,2%

Outros acessos digitais

1

0,0

1

0,0

1

0,0

13,9%

37,7%

GSM/UMTS/LTE

509

10,7

509

10,6

509

10,6

-0,1%

-0,1%

VoIP/ VoB6

2.192

46,0

2.438

50,9

2.516

52,4

3,2%

14,8%

Unidade: Milhares de acessos, %
Fonte: ANACOM

No que respeita aos postos públicos, o seu número diminuiu neste trimestre. No final do período, o número de postos públicos instalados era de cerca de 20 mil, verificando-se uma redução de cerca de 0,8% e 4,5% face ao trimestre anterior e ao trimestre homólogo, respetivamente.

Quotas de acessos do STF

No fim do terceiro trimestre de 2017, a MEO era responsável por 44,9% do total dos acessos principais10, menos 0,4 pontos percentuais do que no trimestre anterior. O Grupo NOS era o 2.º maior prestador, com uma quota de 35,3%, tendo diminuído a quota em 0,1 pontos percentuais face ao trimestre anterior. A Vodafone era terceiro maior prestador, com uma quota de 15,7% (mais 0,5 pontos percentuais do que no trimestre anterior).

A Vodafone foi o prestador que, em termos líquidos, mais assinantes captou neste período.

Tabela 6 - Evolução das quotas de acessos principais do STF11

 

3T2016

2T2017

3T2017

MEO

47,4%

45,3%

44,9%

Grupo NOS

34,2%

35,4%

35,3%

NOS Comunicações

32,4%

33,5%

33,4%

NOS Madeira

1,2%

1,2%

1,3%

NOS Açores

0,6%

0,6%

0,6%

Vodafone

14,0%

15,2%

15,7%

Grupo Apax

4,0%

3,7%

3,8%

Cabovisão / Nowo12

3,6%

3,4%

3,4%

ONITELECOM

0,4%

0,4%

0,4%

Outros Prestadores

0,4%

0,4%

0,3%

Unidade: %
Fonte: ANACOM

4. Clientes do Serviço Telefónico Fixo e do Serviço VoIP nómada

No 3T2017 o número de clientes do serviço telefónico fixo na modalidade de acesso direto era cerca de 3,92 milhões, valor 0,4% superior ao registado no trimestre anterior. Em comparação com o trimestre homólogo, o número de clientes aumentou 0,7%. Trata-se do menor aumento desde o 2T2014. O valor observado neste trimestre situou-se dentro do intervalo de previsão resultante da tendência histórica estimada.

É ainda de referir que cerca de 91% dos clientes do STF adquiriu o serviço integrado num pacote, mais 3,8 pontos percentuais do que no 3T2016.

Gráfico 3 - Evolução dos Clientes de Acesso Direto

Recorreu-se ao modelo de regressão linear com tendência logística: Yt = 3.655.120 + 254.767,1/ (1 + exp (-0,4720591* (t-14,25428))). A modelação foi feita a partir do 4T2011. O R2 ajustado do modelo é de 0,986.

Desde o início do 4T2008 tem-se registado uma tendência de crescimento do número de clientes deste serviço, embora com um abrandamento em 2013. O crescimento registado está associado à crescente popularidade das ofertas em pacote que integram telefonia fixa, englobando nomeadamente chamadas gratuitas para números fixos. Numa primeira fase, foram as ofertas suportadas em redes de TV por cabo que promoveram o aumento da penetração do serviço. Atualmente são as ofertas suportadas em fibra ótica que impulsionam o crescimento registado.

Tabela 7 - Número de clientes do STF e de VoIP Nómada

 

3T2016

2T2017

3T2017

Variação

3T2017/

2T2017

3T2017/

3T2016

Clientes de acesso direto13

3.898

3.908

3.924

0,4%

0,7%

Clientes de acesso indireto

30

27

26

-3,8%

-13,9%

Pré-seleção

17

14

13

-6,2%

-21,4%

Seleção chamada-a-chamada

14

13

13

-1,1%

-4,6%

Clientes de VoIP nómada

42

39

38

-2,6%

-8,0%

Unidade: Milhares de Clientes, %
Fonte: ANACOM

Relativamente ao acesso indireto, continuou a tendência de redução do número de clientes iniciada no 2T2006. A evolução descrita pode ser explicada, num primeiro momento, pelas novas ofertas tarifárias do operador histórico e, posteriormente, pela aposta dos novos prestadores noutros modelos de negócio com melhores perspetivas de rentabilidade – nomeadamente suportadas em rede própria - e pela adesão a ofertas em pacote que integram chamadas gratuitas.

No que diz respeito aos clientes de VoIP nómada, existiam no final do 3T2017 cerca de 38 mil clientes ativos, menos 2,6% face ao observado no trimestre anterior (Tabela 7 e Gráfico 4). Salienta-se que, desde o início de 2009, o número de clientes de VoIP nómada tem apresentado uma tendência decrescente, a qual é explicada sobretudo pelo facto de um operador ter migrado um conjunto significativo dos seus clientes para uma solução de telefonia vocal fixa.

Gráfico 4 - Evolução do número de clientes VoIP nómada

No presente trimestre, a quota de clientes de acesso direto da MEO, situou-se nos 42,2%, menos 0,4 pontos percentuais do que no período anterior. A quota do Grupo NOS foi de 37,7%, valor inferior em 0,2 ao registado no trimestre anterior14. A Vodafone foi o prestador com a 3ª maior quota de clientes de acesso direto (15,9%, +0,5 pontos percentuais do que no trimestre anterior).

Tabela 8 - Evolução das quotas de clientes de acesso direto ao Serviço Telefónico em Local Fixo12

 

3T2016

2T2017

3T2017

MEO

44,3%

42,6%

42,2%

Grupo NOS

37,2%

37,8%

37,7%

NOS Comunicações

35,1%

35,6%

35,4%

NOS Madeira

1,4%

1,5%

1,5%

NOS Açores

0,7%

0,7%

0,7%

Vodafone

14,0%

15,4%

15,9%

Grupo Apax

4,3%

4,1%

4,1%

Cabovisão / Nowo13

4,3%

4,1%

4,1%

ONITELECOM

<0,5%

<0,5%

<0,5%

Outros Prestadores

0,2%

0,2%

0,2%

Unidade: %
Fonte: ANACOM

5. Tráfego originado na rede fixa

O tráfego total de voz originado15 na rede fixa durante o 3T2017 foi de cerca de 1,21 mil milhões de minutos e 322 milhões de chamadas.

Tabela 9 - Tráfego originado na rede fixa - Minutos16

 

3T2016

2T2017

3T2017

Variação

3T2017/

2T2017

3T2017/

3T2016

Tráfego de voz do STF

1.364.409

1.270.120

1.210.608

-4,7%

-11,3%

Tráfego nacional (voz)

1.272.503

1.184.012

1.131.723

-4,4%

-11,1%

Tráfego nacional Fixo-Fixo

1.066.829

988.711

923.840

-6,6%

-13,4%

Do qual originado em Postos Públicos

2.689

2.447

2.465

0,7%

-8,4%

Tráfego nacional Fixo-Móvel

123.835

122.028

123.090

0,9%

-0,6%

Tráfego nacional Fixo-Nºs curtos e nºs não geográficos

67.514

51.469

56.943

10,6%

-15,7%

Tráfego nacional através de calling cards

14.324

21.804

27.850

27,7%

94,4%

Tráfego internacional de saída

91.906

86.108

78.885

-8,4%

-14,2%

Do qual originado em Postos Públicos

289

213

236

10,6%

-18,2%

Tráfego de acesso à Internet

3.911

2.790

3.254

16,6%

-16,8%

Outro tráfego com origem na rede fixa

15.800

10.834

11.230

3,7%

-28,9%

Tráfego de VoIP nómada

35.720

51.811

65.817

27,0%

84,3%

Unidade: Milhares de Minutos, %
Fonte: ANACOM
Nota 1: A evolução do tráfego nacional através de calling cards deve-se à evolução do consumo dos clientes empresariais por parte de um prestador.
Nota 2: A evolução do tráfego de VoIP nómada deve-se à evolução do consumo dos clientes de um prestador.

Em relação ao trimestre homólogo, o volume de minutos de voz do STF diminuiu 11,3%, verificando-se uma redução nas principais categorias de tráfego. A exceção foi o tráfego nacional através de calling cards que registou um aumento. O tráfego em minutos encontra-se em queda desde o 2T2013. Esta tendência intensificou-se a partir do 4T2013, afetando em especial os prestadores de maior dimensão. A descida do tráfego está associada ao aumento da penetração dos pacotes “4P/5P”, que incluem serviços móveis com chamadas gratuitas para todas as redes e, ainda, da crescente penetração de novas formas de comunicações suportadas na Internet.

Salienta-se ainda que o volume de minutos registado no 3T2017 situou-se dentro do intervalo de previsão resultante da tendência e do efeito sazonal estimado.

Gráfico 5 - Evolução do tráfego voz do STF (minutos)

Recorreu-se ao modelo de regressão de tendência quadrática com as seguintes variáveis independentes significativas a um nível de confiança de 95%: tendência, tendência ao quadrado, dummy sazonal relativa ao terceiro trimestre e dummies de eventos relativos aos 1T2005 (entrada do prestadores de GSM), 2T2006 (momento de forte crescimento dos prestadores de GSM) e 4T2007 (spin-off da PT Multimédia que deixou de pertencer ao Grupo PT). Equação da regressão: Y=2.193.226 + 59.124 t - 1.162 t2 - 108.239 T3 - 326.626 D1T2005 - 231.288 D2T2006 - 163.913 D4T2007. O R2 ajustado do modelo é de 0,947.

A duração média das chamadas de voz diminuiu cerca de 2 segundos relativamente ao trimestre anterior e manteve-se em relação ao trimestre homólogo.

Tabela 10 - Duração média das chamadas por tipo de tráfego

 

2016

2017

3T

4T

1T

2T

3T

Tráfego de voz

3,8

3,9

3,9

3,8

3,8

Tráfego nacional

3,7

3,7

3,8

3,7

3,7

Tráfego nacional fixo-fixo (inclui Postos Públicos)

4,2

4,3

4,3

4,3

4,2

Do qual tráfego nacional originado em Postos Públicos

1,0

0,9

0,9

0,9

0,9

Tráfego nacional fixo-móvel

1,8

1,8

1,8

1,7

1,7

Tráfego nacional fixo-Nºs curtos e não geográficos

3,6

3,4

3,3

3,3

3,8

Tráfego nacional através de   calling cards

2,6

2,9

4,1

4,2

n.d.

Tráfego internacional de saída (inclui Postos Públicos)

6,1

6,7

6,7

6,4

6,2

Do qual tráfego internacional originado em Postos Públicos

2,4

2,6

2,7

2,6

2,6

Tráfego de acesso à Internet

4,7

4,6

4,8

5,0

n.d.

Outro tráfego com origem na rede fixa

0,7

0,7

0,7

0,6

0,7

Tráfego de VoIP nómada

3,5

4,1

4,2

4,6

5,6

Unidade: minutos
Fonte: ANACOM
Nota 1: A evolução da duração média da categoria de tráfego nacional através de calling cards deve-se à evolução do consumo dos clientes empresariais por parte de um prestador.

No 3T2017 foram consumidos, em média, por mês, 84 minutos por acesso: 64 minutos em chamadas fixo-fixo por acesso principal (menos 5 minutos que no trimestre anterior), 9 minutos em chamadas fixo-móvel (valor idêntico ao do trimestre anterior) e 5 minutos em chamadas internacionais (menos 1 minuto do que no trimestre anterior).

Gráfico 6 - Número médio mensal de minutos por acesso principal

Quanto ao acesso indireto, no 3T2017 verificou-se que 0,6% do total de minutos de voz foram originados através de acesso indireto, valor 0,5 pontos percentuais abaixo do registado no trimestre homólogo (Tabela 11).

Tabela 11 - Percentagem de tráfego cursado através das modalidades de acesso indireto do STF (minutos)17

 

 

2016

2017

3T

4T

1T

2T

3T

Tráfego de voz

1,1%

0,8%

0,7%

0,7%

0,6%

Tráfego nacional

1,0%

0,8%

0,6%

0,6%

0,6%

Tráfego internacional de saída

2,0%

1,7%

1,8%

1,6%

1,8%

Unidade: %
Fonte: ANACOM

Quotas de tráfego

No trimestre em análise, a quota de tráfego de voz em minutos da MEO situou-se nos 43,1%, mais 0,3 pontos percentuais do que no trimestre anterior. Seguia-se o Grupo NOS com uma quota de 34%, menos 1,1 pontos percentuais do que no trimestre anterior e a Vodafone com 14,8%, mais 0,1 pontos percentuais do que no trimestre anterior.

Tabela 12 - Evolução das quotas de tráfego de voz do STF em minutos12

 

3T2016

2T2017

3T2017

MEO

44,1%

42,8%

43,1%

Grupo NOS

35,7%

35,1%

34,0%

NOS Comunicações

33,4%

32,9%

31,7%

NOS Madeira

1,3%

1,3%

1,3%

NOS Açores

1,0%

1,0%

1,0%

Vodafone

13,3%

14,7%

14,8%

Grupo Apax

3,8%

3,6%

3,4%

Cabovisão / Nowo13

3,3%

3,1%

3,0%

ONITELECOM

0,5%

0,4%

0,4%

 Colt Telecom

1,1%

1,8%

2,4%

 AR Telecom

1,1%

1,2%

1,1%

 Outros Prestadores

0,8%

0,7%

1,1%

Unidade: %
Fonte: ANACOM

6. Receitas e mensalidades do STF

Nos primeiros nove meses de 2017, o total de receitas provenientes do STF e dos pacotes que integram este serviço ascendeu a cerca de 1.492 milhões de euros. Desse valor, 1.222 milhões de euros (81,9%) foram geradas por ofertas em pacote triple, quadruple e quintuple play.

Tabela 13 - Receitas do STF e de pacotes que integram este serviço

 

Janeiro – Setembro 2016

Janeiro – Setembro 2017

Variação

homóloga

 

%

 

%

Receitas individualizadas do STF18

228.070

15,5%

184.608

12,4%

-19,1%

Receitas de assinaturas e taxas de instalação

120.052

8,2%

99.854

6,7%

-16,8%

Receitas de chamadas e SMS originados na rede fixa19

108.019

7,4%

84.754

5,7%

-21,5%

Receitas multiple play com STF

1.239.963

84,5%

1.307.887

87,6%

5,5%

Receitas de pacotes Double Play com STF

96.975

6,6%

86.129

5,8%

-11,2%

Receitas de pacotes 3, 4 e 5 Play com STF

1.142.988

77,9%

1.221.758

81,9%

6,9%

Receitas Totais

1.468.033

100%

1.492.496

100%

1,7%

Unidades: milhares de euros, %
Fonte: ANACOM
Nota 1: Os valores apresentados para as receitas de chamadas e SMS originados na rede fixa não incluem as “outras receitas”.

No caso dos clientes residenciais, e de acordo com o Barómetro de Telecomunicações da Marktest, a mensalidade média do serviço telefónico fixo individualizado era, no 3T2017, de 14,6 euros, mais 4,4% do que no trimestre anterior e menos 0,2% do que no trimestre homólogo.

Gráfico 7 - Gasto médio mensal do STF (stand-alone)

O Barómetro de Telecomunicações permite ainda conhecer a evolução da despesa média mensal dos agregados familiares com ofertas multiple play. No 3T2017, a despesa média mensal das famílias com ofertas em pacote que integram o STF variava entre 78 euros no caso do pacote STF+STM+BLF+BLM+STVS (+3,1% que no trimestre anterior), e os 27,7 euros no caso do pacote STF+BLF (+5,2% que no trimestre anterior). O valor médio da mensalidade do pacote STF+STVS era de 30,3 euros (-4% que no trimestre anterior), o do pacote STF+BLF+STVS era de 39,5 euros (-2,0% que no trimestre anterior), o do pacote STF+BLF+BLM+STVS era de 43,9 euros (-8,7% que no trimestre anterior) e o do pacote STF+STM+BLF+STVS era de 62,6 euros (-2,6% que no trimestre anterior).

Notas
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1 O presente relatório apresenta a informação recolhida até 30/10/2017. A informação que se apresenta de seguida foi recolhida junto dos prestadores deste serviço e poderá ser objeto de alterações caso se verifiquem revisões ou atualizações.
2 Entidades que, de acordo com a informação estatística disponível, registaram tráfego no período em análise.
3 Cf. entendimento do ICP-ANACOM sobre serviços VoIP disponível em Síntese da abordagem regulatória aos serviços de VoIPhttps://www.anacom.pt/render.jsp?categoryId=183074.
4 No presente relatório, e para efeito do cálculo das penetrações, utilizam-se as estimativas mais recentes da população, alojamentos familiares clássicos e famílias clássicas, após Censos 2011, publicados pelo INE. Por essa razão, os valores agora publicados não são comparáveis com os valores de relatórios anteriores.
5 Fonte: INE - Estimativas de famílias clássicas (série 1998 - N.º) provenientes das Estatísticas do Emprego.
6 Estes acessos englobam os acessos xDSL, os acessos baseados em fibra ótica e os acessos VoB suportados na rede de cabo. Ver entendimento desta Autoridade quanto às linhas gerais da abordagem regulatória dos serviços de VoIP em Síntese da abordagem regulatória aos serviços de VoIPhttps://www.anacom.pt/render.jsp?categoryId=183074.
7 Este indicador corresponde à soma dos indicadores “número de acessos analógicos” e “número de acessos RDIS e Diginet equivalentes”, “número de acessos GSM/UMTS/LTE” e “número de acessos VoIP/VoB” referentes ao acesso direto, incluindo acessos instalados a pedido de clientes, postos públicos e parque próprio dos prestadores. Por parque próprio de acessos entende-se o parque de acessos para utilização do próprio prestador (os acessos afetos às empresas com as quais o prestador tenha relação de domínio ou de grupo não são integrados no seu parque próprio, sendo contabilizados como “acessos instalados a pedido de clientes”).
8 Os acessos analógicos incluem para além dos acessos analógicos instalados a pedido de clientes o parque próprio dos próprios prestadores e os acessos cable telephony analógicos.
9 O “número de acessos digitais equivalentes” corresponde à soma do número de linhas afetas ao serviço telefónico fixo suportadas em cada acesso digital instalado. No caso de acessos RDIS, o número de acessos equivalentes é de 2 por cada acesso RDIS básico e de 30 por cada acesso RDIS primário. Os acessos fracionados são partes de acessos RDIS primários. Salienta-se que os acessos RDIS incluem o parque próprio dos próprios prestadores bem como os acessos cable telephony digitais. A categoria “Outros acessos digitais” engloba os acessos “Diginet” e os acessos FWA.
10 De referir que se contabilizaram os acessos que beneficiam da ORLA como acessos diretos dos prestadores alternativos.
11 Existem operadores que atuam em segmentos específicos de mercado. A posição relativa que os operadores ocupam neste quadro não deve ser interpretada como um indicador da qualidade dos serviços prestados ou da performance desses operadores nos segmentos em que atuam.
12 A partir do dia 18 de outubro de 2016, a Cabovisão – Televisão por Cabo S.A. passou a ter como denominação social «Nowo Communications, S.A.».
13 Inclui clientes que beneficiam da ORLA.
14 A variação resultante da tabela é diferente por uma questão de arredondamentos.
15 Inclui tráfego nacional Fixo-Fixo, Fixo-Móvel, Fixo-Nºs curtos e nºs não geográficos, tráfego nacional através de calling cards, tráfego originado em postos públicos e tráfego internacional de saída, através das modalidades de acesso direto e acesso indireto (pré-seleção e seleção chamada-a-chamada).
16 Inclui minutos de tráfego de acesso direto e acesso indireto através de pré-seleção e seleção chamada-a-chamada, minutos de tráfego de postos públicos, minutos de tráfego nacional com acesso através de calling cards, cartões pré-pagos, etc, minutos de tráfego nacional destinados a números com prefixos: 800, 802, 808, 809, 884, 707, 708, 760, 761 e 762, minutos de tráfego nacional destinados a números curtos e minutos de outro tráfego nacional com origem na rede telefónica fixa.
17 Inclui tráfego de acesso indireto através de pré-seleção e seleção chamada-a-chamada.
18 Não inclui as “outras receitas”, nas quais estão incluídas, nomeadamente, as receitas provenientes da venda de equipamentos.
19 Inclui receitas provenientes de tráfego de comunicações locais, regionais e nacionais, chamadas fixo-móvel (originadas na rede fixa), tráfego internacional de saída originado na rede fixa, receitas de postos públicos, receitas de SMS originados na rede fixa receitas de tráfego originado em cartões virtuais de chamadas, receitas de tráfego destinado a serviços de chamadas grátis para o chamador (prefixo 800), receitas de tráfego destinado a serviços de chamadas com custos partilhados (prefixos 808, 809), receitas de tráfego destinado a serviços de número pessoal (prefixo 884), receitas de tráfego destinado a serviços de acesso universal (prefixos 707 e 708), receitas de tráfego destinado a serviços de tarifa única por chamada (prefixo 760, 761 e 762) e receitas de tráfego destinado a números curtos.