Reclamações relativas ao sector das comunicações aumentaram 25% no 1.º semestre de 2018

O sector das comunicações foi alvo de 52,1 mil reclamações no primeiro semestre de 2018, mais 25% do que o valor registado no semestre homólogo. Cerca de 82% das reclamações relativas ao sector foram apresentadas nos livros de reclamações, físico e eletrónico, sendo que este último entrou em vigor em julho de 2017. As restantes 18% foram enviadas diretamente à ANACOM.

Do total de reclamações registadas no 1º semestre, à volta de 80% respeitam ao sector das comunicações eletrónicas (cerca de 41,5 mil) e 20% aos serviços postais (cerca de 10,7 mil).

No que respeita às reclamações referentes ao sector das comunicações eletrónicas que foram apresentadas no livro de reclamações, 96% referem-se aos três maiores operadores: 14 500 (45%) são relativas à MEO, o que corresponde a um aumento de 105% no número de reclamações recebidas face ao semestre homólogo; 9 500 (30%) visam o Grupo NOS, o que traduz um aumento das reclamações de 22%; e 6 800 (21%) reportam-se à Vodafone, que registou uma subida homóloga de 44%.

Os assuntos mais reclamados no sector das comunicações eletrónicas nos livros de reclamações são a faturação (15%), a avaria de serviços (15%) e o cancelamento do serviço (10%).

No caso dos serviços postais, os CTT receberam 9 800 reclamações, mais 88% que o registado no período homólogo, o que corresponde a 93% das reclamações apresentadas nos livros de reclamações.

Os principais motivos das reclamações feitas no livro de reclamações eletrónico relativamente aos serviços postais estavam relacionados com a distribuição: atraso na entrega (31%), extravio/atraso significativo (16%), entrega na morada errada (9%), falha na distribuição (9%) ou falta de tentativa de entrega ao destinatário (8%).

Infografia - reclamações recebidas na ANACOM no 1.º semestre de 2018. 


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