Serviço de acesso à Internet em local fixo - 1.º semestre de 2019



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Sumário executivo

78,6% das famílias dispunham de banda larga fixa

No final do primeiro semestre de 2019 (1S2019), a taxa de penetração dos clientes residenciais de banda larga fixa era de 78,6 por 100 famílias clássicas, mais 3,9 pontos percentuais (p.p.) do que no semestre homólogo do ano anterior.

Número de acessos aumentou 5,4% no último ano impulsionado pela fibra ótica

Em comparação com o semestre homólogo, o número de acessos de banda larga fixa cresceu 5,4% (+198 mil acessos), tendo atingido 3,9 milhões.

A fibra ótica (FTTH) foi a principal forma de acesso à Internet em banda larga fixa (48,2% dos acessos), ascendendo a 1,9 milhões de acessos, tendo sido a forma de acesso que mais contribuiu para o crescimento do número total de acessos. Nos últimos doze meses o acesso por fibra ótica aumentou 20,9% (+322 mil acessos).

O cabo e o ADSL representavam 30,6% e 14% dos acessos à Internet em banda larga fixa, respetivamente. O peso do LTE em local fixo era de 7,2% do total de acessos.

No semestre em análise, intensificou-se a tendência de queda do número de acessos através de ADSL, tendo estes diminuído 19,5% em comparação com o primeiro semestre de 2018 (1S2018).

Tráfego médio mensal de Internet atingiu os 119,7 GB por acesso fixo

O tráfego total de Internet em banda larga fixa aumentou 23% em comparação com o mesmo período do ano anterior, tendo o tráfego médio mensal por acesso chegado aos 119,7 GB.

Quotas dos prestadores

Nos mercados do serviço de acesso à Internet em banda larga fixa, estão presentes quatro entidades com quotas de subscritores relevantes: a MEO (40,2%), o Grupo NOS (36%), a Vodafone (19,7%) e o Grupo NOWO/Onitelecom (3,8%). Face ao semestre homólogo, a Vodafone e a MEO aumentaram as suas quotas de acessos fixos em 0,8 e 0,5 pontos percentuais, tendo a NOS e a NOWO diminuído as suas quotas em 1,0 e 0,3 pontos percentuais.

A MEO foi também o principal prestador de Internet suportada em fibra ótica (FTTH) e em ADSL, tendo alcançado no final do semestre quotas de 55,4% e de 89,9%, respetivamente. A NOS foi o principal prestador de acesso à Internet suportado em redes de TV por cabo (87,7%) e de redes móveis em local fixo (64,2%).

Caso se considerem apenas os acessos residenciais, a MEO exibiu a quota de subscritores mais elevada, com 38,8%, ultrapassando o Grupo NOS (38,3%). Face ao semestre homólogo, a Vodafone e a MEO aumentaram as suas quotas de acessos fixos residenciais em 0,9 e 0,8 pontos percentuais, tendo a NOS e a NOWO diminuído as suas quotas em 1,4 e 0,3 pontos percentuais.

Uma análise ao mercado como um todo, medida através do índice de Herfindahl–Hirschman, sugere que a concorrência terá evoluído favoravelmente no período analisado.

Resumo gráfico: Serviço de acesso à Internet em local fixo - 1.º semestre de 2019