Serviço de acesso à Internet em local fixo - 1.º trimestre de 2020



Esta informação é propriedade de ANACOM

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Sumário executivo

81,5% das famílias dispunham de banda larga fixa

No final do primeiro trimestre de 2020 (1T2020), a taxa de penetração dos clientes residenciais de banda larga fixa foi de 81,5 por 100 famílias clássicas, mais 3,6 pontos percentuais (p.p.) do que no trimestre homólogo do ano anterior. O crescimento verificado foi inferior ao do ano anterior (4,3 p.p.).

Banda larga fixa atingiu os 4 milhões de acessos

Em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, o número de acessos de banda larga fixa aumentou em 180 mil acessos (+4,7%), tendo atingido 4,0 milhões. O crescimento que se tem verificado nos últimos anos está a desacelerar.

A fibra ótica (FTTH) foi a principal forma de acesso à Internet em banda larga fixa (51,7% do total de acessos, +4,8 p.p. do que no 1.º trimestre de 2019). O FTTH foi também a forma de acesso que mais contribuiu para o crescimento do número de acessos. Nos últimos 12 meses, o número de acessos suportado em fibra ótica aumentou em 278 mil acessos (+15,5%). O crescimento verificado, apesar de muito significativo, encontra-se em desaceleração (no 1.º trimestre de 2019 o FTTH tinha crescido 22,9%).

Os acessos suportados em redes de TV por cabo aumentaram 1,4%, o valor mais alto desde o 3.º trimestre de 2018, e representavam 29,9% do total (-1 p.p. do que há 12 meses). Os acessos ADSL mantiveram a tendência de queda, tendo diminuído 20,5% em comparação com o 1.º trimestre de 2019. O ADSL representava 11,4% do total de acessos (-3,6 p.p.). Os acessos fixos suportados nas redes móveis aumentaram 0,9%, o primeiro aumento desde o 4.º trimestre de 2018, e tinham um peso de 6,9% (-0,3 p.p.).

Aumento recorde do tráfego mensal por acesso devido ao impacto da COVID-19

O tráfego total de Internet em banda larga fixa aumentou 41,3% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. O tráfego médio mensal por acesso chegou aos 160,6 GB, mais 34,9% do que no 1.º trimestre de 2019. Trata-se do valor mais elevado registado até à data. Há um ano atrás o tráfego médio por acesso tinha crescido 26,2%.

Esta evolução foi influenciada pelo impacto da COVID-19. Estima-se que, em média, o tráfego de dados fixos tenha aumentado 59% durante o estado de emergência.

Em termos absolutos, o crescimento do tráfego médio por acesso (+41,6 GB) foi o maior de sempre.

Quotas dos prestadores

Nos mercados do serviço de acesso à Internet em banda larga fixa, estão presentes quatro entidades com quotas de subscritores relevantes: a MEO (40,3%), o Grupo NOS (35,5%), a Vodafone (20,2%) e o Grupo NOWO/Onitelecom (3,7%).

A MEO foi também o principal prestador de Internet suportada em fibra ótica (FTTH) e em ADSL, tendo alcançado no final do ano quotas de 56,1% e de 89,4%, respetivamente. O Grupo NOS foi o principal prestador de acesso à Internet suportado em redes de TV por cabo (87,9%) e de redes móveis em local fixo (63,2%).

Em comparação com o trimestre homólogo, a Vodafone foi o prestador cuja quota de acessos mais aumentou (+0,7 p.p.), enquanto que a MEO foi o prestador que captou mais clientes em termos líquidos, tendo aumentado a sua quota em 0,1 p.p. As quotas dos Grupos NOS e NOWO/Onitelecom diminuíram (0,7 p.p. e 0,1 p.p., respetivamente).

Caso se considerem apenas os acessos residenciais, a MEO dispunha da quota de subscritores mais elevada (38,8%), seguindo-se o Grupo NOS (37,7%), a Vodafone (19,2%), e o Grupo NOWO/Onitelecom (4,1%).

Resumo gráfico: Serviço de acesso à Internet em local fixo - 1.º trimestre de 2020