Serviços postais - 1.º semestre de 2020



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Sumário Executivo

No 1.º semestre de 2020, o tráfego postal diminuiu 13,5% e as receitas caíram 5,6%, devido à pandemia de COVID-19; receita média por objeto aumentou 9,0%

A pandemia de COVID-19 foi declarada em 11.03.2020, tendo o Estado de Emergência em Portugal sido decretado em 18.03.2020. As medidas excecionais e extraordinárias associadas à pandemia prolongaram-se para além do final do 1.º semestre de 2020.

A pandemia de COVID-19 provocou, neste semestre, alterações dos padrões de utilização do serviço e dificuldades operacionais que impactaram o tráfego e as receitas dos serviços postais.

O tráfego total dos serviços postais diminuiu 13,5% no primeiro semestre de 2020. Esta diminuição do tráfego foi a maior desde 2005.

As receitas geradas pelos prestadores legalmente habilitados para a prestação de serviços postais totalizaram cerca de 294,5 milhões de euros, menos 5,6% do que no 1.º semestre de 2019. Tratou-se da queda mais significativa desde o início da recolha destes indicadores (em 2012).

Desta forma, a receita média por objeto aumentou 9,0% face ao semestre homólogo.

Encomendas crescem 20,8% e atingem máximo histórico

Por tipo de objeto, o tráfego das correspondências, do correio editorial e da publicidade endereçada caiu entre 11,7% e 17,5%, enquanto o tráfego de encomendas aumentou 20,8%.

Pelos motivos anteriormente mencionados, as diminuições do tráfego de correspondências e correio editorial foram as mais significativas desde o início da recolha destes indicadores (em 2012), enquanto o aumento do tráfego de encomendas foi o mais elevado desde o 1.º semestre de 2013.

No caso específico das encomendas, estima-se que o tráfego tenha diminuído cerca de 19% na semana em que foi declarado o estado de emergência (16 a 22 de março). Depois desse impacto inicial, o tráfego aumentou, atingindo o seu volume mais elevado nas primeiras semanas de maio. Desde meados de maio tem-se verificado uma tendência de queda do tráfego, encontrando-se o volume de tráfego no final de julho a um nível semelhante ao anterior à declaração de pandemia.

Verificou-se igualmente uma aceleração da tendência de queda do tráfego nacional e internacional de saída e uma descida do tráfego internacional de entrada.

No final do 1.º semestre de 2020, as correspondências representaram 76,9% do tráfego postal, enquanto que o correio editorial e a publicidade endereçada representaram 7,5% e 6,6% respetivamente. O peso das encomendas no total do tráfego situou-se nos 9,0%, o valor mais elevado registado até ao momento.

O serviço universal representou 78,1% total do tráfego e 56,3% das receitas

Cerca de 78,1% do tráfego e 56,3% das receitas corresponderam a serviços postais compreendidos no âmbito do serviço universal (SU). O peso do SU no total do tráfego desceu 4,0 p.p. em comparação com o 1.º semestre de 2019.

Quotas dos prestadores

O grupo CTT dispunha de uma quota de cerca de 86,5% do tráfego postal total, menos 3,0 pontos percentuais do que no 1.º semestre de 2019. Relativamente ao tráfego abrangido pelos limites do SU, o grupo CTT detinha uma quota de cerca de 97,1%.

O número de trabalhadores diminuiu 3,7%

No 1.º semestre de 2020, contabilizaram-se cerca de 14,4 mil trabalhadores afetos à exploração dos serviços postais. O número de trabalhadores diminuiu 3,7% relativamente ao semestre homólogo. Trata-se da maior queda verificada desde 1.º semestre de 2012. A variação ocorrida terá sido influenciada pelos efeitos da pandemia.

O número de pontos de acesso à rede aumentou 4,3%

Neste semestre, o número de pontos de acesso (+4,3%) e de veículos (+7,1%) aumentaram, enquanto o número dos centros de distribuição diminuiu (-1,7). O aumento dos pontos de acesso deveu-se sobretudo à entrada em exploração de uma nova rede de recolha e entrega de encomendas de um prestador.

O número de estações de correio dos CTT aumentou 0,9% em relação ao semestre homólogo, enquanto o número de postos de correios diminuiu 0,7%1.

Quanto aos outros meios materiais (pertencentes na totalidade à concessionária do SU), verificou-se, em termos homólogos, um ligeiro aumento do número de apartados (+0,1%) e diminuições do número de marcos de correio (-0,1%) e do número de postos onde apenas se podem adquirir selos (-8,2%).

Resumo gráfico: Serviços postais - 1.º semestre de 2020

Notas
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1 O número de estações e de postos de correio dos CTT relativos ao 1.º semestre de 2020 são provisórios.