Serviço de acesso à Internet em local fixo - 3.º trimestre de 2020



Esta informação é propriedade de ANACOM

Esta informação é propriedade de ANACOM

Sumário executivo

83,9% das famílias dispunham de banda larga fixa

No final do 3.º trimestre de 2020 (3T2020), a taxa de penetração dos clientes residenciais de banda larga fixa foi de 83,9 por 100 famílias clássicas, mais 4,1 pontos percentuais (p.p.) do que no trimestre homólogo do ano anterior.

Banda larga fixa cresceu 4,9% nos últimos doze meses

Em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, o número de acessos de banda larga fixa aumentou em 192 mil acessos (+4,9%), tendo atingido 4,1 milhões. A banda larga fixa encontra-se em desaceleração, tendo o crescimento verificado sido inferior ao registado no trimestre homólogo (5,3%).

A fibra ótica (FTTH) foi a principal forma de acesso à Internet em banda larga fixa (53,8% do total de acessos, +4,4 p.p. do que no 3.º trimestre de 2019). A FTTH foi também a forma de acesso que mais contribuiu para o crescimento do número de acessos. Nos últimos 12 meses, o número de acessos suportado em fibra ótica aumentou em 275 mil acessos (+14,2%).

Os acessos suportados em redes de TV por cabo aumentaram 1,3%, e representavam 29,3% do total (-1 p.p. do que há 12 meses). Os acessos ADSL mantiveram a tendência de queda, tendo diminuído 21,5% em comparação com o 3.º trimestre de 2019, substituídos por acessos de nova geração. O ADSL representava 9,8% do total de acessos (-3,3 p.p.). Os acessos fixos suportados nas redes móveis aumentaram 3,7%, e tinham um peso de 6,9% (-0,1 p.p.).

Grande crescimento do tráfego devido ao impacto da COVID-19

O tráfego total de Internet em banda larga fixa aumentou 52,8% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. O tráfego médio mensal por acesso foi de 193 GB, mais 45,7% do que no 3.º trimestre de 2019. (Há um ano o tráfego médio por acesso tinha crescido 29,3% em termos homólogos). O tráfego médio mensal neste trimestre foi inferior ao máximo histórico contabilizado no trimestre anterior (209,7 GB).

O crescimento do tráfego acentuou-se a partir do 2.º trimestre de 2020 devido aos efeitos da COVID-19. A pandemia provocou alterações dos padrões de utilização do serviço que resultaram numa aceleração do crescimento do tráfego de Internet. Estima-se que o COVID-19 tenha provocado, face à tendência histórica que se vinha verificando, aumentos de 36% do tráfego médio por acesso no 2.º trimestre de 2020 e de 23% no 3.º trimestre de 2020.

Quotas dos prestadores

Nos mercados do serviço de acesso à Internet em banda larga fixa, estão presentes quatro entidades com quotas de subscritores relevantes: a MEO (40,4%), o Grupo NOS (35,2%), a Vodafone (20,4%) e o Grupo NOWO/Onitelecom (3,6%).

Em comparação com o trimestre homólogo, a Vodafone foi o prestador cuja quota de acessos mais aumentou (+0,6 p.p.), enquanto que a MEO foi o prestador que captou mais clientes em termos líquidos, tendo aumentado a sua quota em 0,2 p.p. As quotas dos Grupos NOS e NOWO/Onitelecom diminuíram (0,6 p.p. e 0,2 p.p., respetivamente).

Caso se considerem apenas os acessos residenciais, a MEO dispôs da quota de subscritores mais elevada (38,9%), seguindo-se o Grupo NOS (37,4%), a Vodafone (19,5%), e o Grupo NOWO/Onitelecom (4,0%). As quotas da Vodafone e da MEO aumentaram 0,7 p.p. e 0,1 p.p., respetivamente, enquanto as quotas do Grupo NOS e da NOWO/Onitelecom diminuíram 0,6 p.p. e 0,2 p.p., respetivamente.

No que respeita a quotas de tráfego de banda larga fixa, a MEO atingiu os 38,9% no final do 3T2020, seguindo-se o Grupo NOS com uma quota de 34,9%. As quotas da Vodafone e do Grupo NOWO/Onitelecom foram de 22,1% e 3,3%, respetivamente. Em comparação com o trimestre homólogo, o Grupo NOS foi o prestador cuja quota de tráfego mais aumentou (+5,4 p.p.). As quotas da MEO, Vodafone e Grupo NOWO/Onitelecom diminuíram (-3,9 p.p., -0,3 p.p. e -0,3 p.p., respetivamente).

Resumo gráfico do serviço de acesso à Internet em local fixo no 3.º trimestre de 2020