Pacotes de serviços de comunicações eletrónicas - 2020



Sumário executivo

Subscritores de pacote de serviços atingiram 4,2 milhões

No final de 2020, o número de subscritores destas ofertas rondou os 4,2 milhões (+181 mil ou +4,4% do que no ano anterior). O crescimento verificado está associado às ofertas 4/5P (+112 mil) e, em menor medida, às ofertas 3P (+85 mil).

Desde 2015 que o crescimento do número de subscritores de pacotes se encontra em desaceleração, atingindo as menores variações anuais relativas em 2018 (3,9%) e em 2020 (4,4%).

50% dos subscritores de pacotes dispõem de um pacote 4/5P

As ofertas 4/5P foram as mais utilizadas, atingindo, no final de 2020, 2,1 milhões de subscritores, ultrapassando a barreira dos 50% no 2.º trimestre de 2020 (50,3% no final de 2020) do total de subscritores de ofertas em pacote, seguindo-se as ofertas 3P, com 1,7 milhões de subscritores (40,1%).

O crescimento percentual das ofertas 4/5P (5,5%) abrandou face ao registado em 2019 (12,5%), ano em que atingiu os 2 milhões de subscritores.

Receitas de pacotes aumentaram 5% e receita unitária aumentou 0,4%

Em 2020, as receitas de serviços em pacote foram de cerca de 1,7 mil milhões de euros, tendo aumentado 5,0% face ao verificado em 2019. As receitas de ofertas 4/5P representam 63,1% do total.

No final de 2020, a receita média mensal por subscritor de pacote foi de 34,69 euros (sem IVA), mais 0,4% do que no ano anterior. Recorde-se que em 2020 a inflação foi nula1. Em 2019, o crescimento tinha sido de 0,2%. A receita média mensal foi de 43,79 euros no caso das ofertas 4/5P (-3,4%) e de 27,34 euros no caso das ofertas 3P (+4,2%).

Quotas dos prestadores

No final de 2020, a MEO foi o prestador com maior quota de subscritores de serviços em pacote (40,5%), seguindo-se o Grupo NOS (36,5%), a Vodafone (19,3%) e o Grupo NOWO/Onitelecom (3,5%). Face ao ano anterior, a Vodafone e a MEO aumentaram a sua quota de subscritores (+0,7 p.p. e +0,2 p.p., respetivamente) e as quotas do Grupo NOS (-0,6 p.p.) e do Grupo NOWO/Onitelecom (-0,3 p.p.) diminuíram.

O Grupo NOS foi o prestador com maior quota de receitas de serviços em pacote (41,0%), seguindo-se a MEO (40,7%), a Vodafone (15,9%) e o Grupo NOWO/Onitelecom (2,4%). Face ao ano anterior, a Vodafone aumentou a sua quota de receitas em 1,6 p.p., por contrapartida da redução verificada no Grupo NOS, no Grupo NOWO/Onitelecom e na MEO (-0,8 p.p., -0,4 p.p. e -0,3 p.p., respetivamente).

O nível de concentração, medido pelo índice Herfindahl-Hirschman, apesar de elevado, diminuiu ligeiramente mais uma vez face ao mesmo período do ano anterior. As ofertas 4/5P foram as que registaram o nível de concentração mais elevado. A atual tendência de diminuição da concentração iniciou-se em 2013, com o lançamento da oferta triple play da Vodafone suportada em FTTH. Globalmente, o nível de concentração não se tem alterado de forma significativa desde o início de 2018, à exceção das ofertas 4/5P onde se tem verificado uma tendência decrescente.

Resumo gráfico: pacotes de serviços 2020

Notas
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1 Veja-se: INE - Consumer price indexhttps://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_destaques&DESTAQUESdest_boui=415206286&DESTAQUESmodo=2