Serviços postais - 1.º semestre de 2021



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Sumário Executivo

No 1.º semestre de 2021, o tráfego postal diminuiu 1,1%, as receitas cresceram 17,8% e a receita média por objeto aumentou 19,1%

A pandemia da COVID-19 provocou uma contração significativa do tráfego postal. No entanto, no 1.º semestre de 2021 (1S2021) a redução verificada foi de apenas 1,1%, visto que no semestre homólogo a pandemia tinha já feito sentir os seus efeitos. O impacto estimado da COVID-19 no tráfego postal no 1S2021 foi de -9,0%1. Estima-se que, caso não tivesse ocorrido a pandemia da COVID-19, o tráfego postal teria diminuído 4,7%.

As receitas geradas pelos prestadores legalmente habilitados para a prestação de serviços postais totalizaram cerca de 345,2 milhões de euros, mais 17,8% do que no 1.º semestre de 2020 (1S2020). Este crescimento foi o mais elevado desde que estes dados são recolhidos (2012), e contrasta com a queda de 6,2% ocorrida há um ano.

A receita média por objeto aumentou 19,1% face ao semestre homólogo, em resultado do aumento de preços promovido pelos CTT em 1 de junho de 2020 e da alteração da estrutura do tráfego, designadamente o aumento do peso das encomendas.

Embora os efeitos da pandemia ainda se façam sentir, com a eliminação gradual das restrições à circulação o tráfego postal parece ter iniciado um processo de recuperação do choque provocado pela pandemia, que, no entanto, deverá ser confirmado nos próximos trimestres.

Encomendas cresceram 28,9% e atingiram máximo histórico

Por tipo de objeto, o tráfego das correspondências, do correio editorial e da publicidade endereçada caiu 4,0%, 3,0% e 5,2%, respetivamente, enquanto o tráfego de encomendas aumentou 28,9%. O aumento do tráfego das encomendas foi o maior desde 2013.

No final do 1S2021, as correspondências representaram 74,7% do tráfego postal, enquanto o correio editorial e a publicidade endereçada representaram 7,4% e 6,4% respetivamente. O peso das encomendas no total do tráfego situou-se nos 11,6%, mais 2,7 pontos percentuais (p.p.) do que no mesmo período de 2020, e o valor mais elevado registado até ao momento. Em termos de receitas, as encomendas passaram a representar 41,6%, mais 5,6 p.p. do que no semestre homólogo.

Serviço universal representou 81% do tráfego e 52% das receitas

Os serviços postais compreendidos no âmbito do serviço universal (SU) representaram cerca de 81,5% do tráfego e 52,2% das receitas. O tráfego de SU desceu 3,8% e o seu peso no total do tráfego diminuiu 2,3 pontos percentuais em comparação com o 1S2020. As receitas do SU aumentaram 6,6%, embora o seu peso no total tenha diminuído 5,4 p.p.

Quotas dos prestadores

O grupo CTT dispunha de uma quota de cerca de 85,5% do tráfego postal, menos 1,1 p.p. do que no 1S2020. Relativamente ao tráfego abrangido pelos limites do SU, o grupo CTT detinha uma quota de cerca de 90,1%, menos 0,5 p.p. do que no mesmo período do ano anterior. Trata-se do valor mais reduzido de sempre. Em contrapartida, a quota de encomendas do Grupo CTT atingiu 49,9% (+1,5 p.p. do que no mesmo período do ano anterior).

O número de trabalhadores aumentou 4,8%

No 1S2021, contabilizaram-se cerca de 15,2 mil trabalhadores afetos à exploração dos serviços postais, 73,4% dos quais colaboradores do Grupo CTT. O número de trabalhadores aumentou 4,8% relativamente ao semestre homólogo, impulsionado principalmente pela atividade dos prestadores alternativos.

Crescimento significativo do investimento nas redes dos prestadores alternativos

Neste semestre, pontos de acesso (+4,0%), centros de distribuição (+4,8%), e veículos (+14,7%) aumentaram. O aumento dos pontos de acesso deveu-se sobretudo à entrada em exploração de duas novas redes de recolha e entrega de encomendas de prestadores alternativos, que resultou num aumento de 28,3% dos pontos de acesso destes prestadores. O muito expressivo crescimento do número de veículos deveu-se à expansão da frota de vários prestadores de correio expresso alternativos (+13,5%), em resposta a um aumento da procura em ambiente de pandemia. O crescimento dos centros de distribuição deveu-se ao regresso à atividade de um prestador.

O número de estações de correio dos CTT aumentou 2,7% em relação ao semestre homólogo, enquanto o número de postos de correios diminuiu 2,2%2.

Resumo gráfico dos serviços postais no 1.º semestre de 2021

Notas
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1 O efeito da COVID-19 não pode ser obtido por diferença entre a variação realmente ocorrida, por um lado, e a estimativa do valor da variação ocorrida caso não tivesse ocorrido a pandemia, por outro lado. De facto, estes valores são calculados como variações em relação ao ano anterior, enquanto a estimativa do efeito da COVID-19 é uma variação face ao que teria ocorrido no período de pandemia caso esta não tivesse ocorrido.
2 O número de estações e de postos de correio dos CTT relativos ao 1.º semestre de 2021 é provisório.