Cerca 8% das famílias utiliza exclusivamente a TDT


A televisão ou TV faz parte do dia a dia das famílias portuguesas. Uma família pode dispor de vários meios de acesso para receber o sinal de televisão. A ANACOM divulga o relatório “Meios de acesso ao sinal de TV em 2023https://www.anacom.pt/render.jsp?contentId=1770083”, que resulta de um conjunto de questões sobre os meios de acesso ao sinal de TV proposto pela ANACOM e integrado e recolhido pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) no “Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação pelas famílias”, realizado entre maio e julho de 2023.

Em 2023, cerca de 8,3% das famílias utilizava exclusivamente a televisão digital terrestre (TDT), que permite assistir à emissão dos canais generalistas nacionais em direto e gratuitamente, e 24,5% das famílias acediam simultaneamente à TVS (serviço de distribuição de sinais de TV por subscrição) e à TDT nas suas residências principais, com uma diminuição face ao ano anterior (-0,7 p.p. e -4,7 p.p., respetivamente).

Nas residências principais, 88,3% das famílias dispunham de TVS, tratando-se do principal meio de acesso ao sinal de TV utilizado pelas famílias. Por sua vez, a TDT foi utilizada por 33,1% das famílias na sua residência principal, não necessariamente de forma exclusiva. A percentagem de famílias com acesso à TDT nas suas casas diminuiu 5,5 pontos percentuais (p.p.) entre 2022 e 2023, contrariando a tendência de crescimento verificada entre 2016 e 2022.

Cerca de 10% das famílias tinham residências secundárias, sendo que perto de metade referiu ter aí algum acesso TDT (48,2%).

Considerando as residências principais e as famílias com residências secundárias, estima-se que cerca de 34% dispunham de um acesso ao sinal de TV através da TDT. Este valor foi inferior ao registado no ano anterior (-5,3 p.p.).

No que se refere ao número de equipamentos, em 2023, contabilizaram-se 2,1 milhões de televisores com acesso à TDT (-9,2% que no ano anterior), 89% em residências principais e 11% em residências secundárias.

As famílias com TDT tendem a dispor de mais do que um televisor com esse tipo de acesso, tanto nas residências principais como nas residências secundárias.

A utilização da TDT pelas famílias varia com a localização geográfica, tanto nas residências principais como nas residências secundárias. As regiões Alentejo (12,2%), Centro (10,8%) e Norte (10,7%) foram as que registaram uma maior percentagem de famílias com acesso exclusivo à TDT, colocando-se acima da média nacional. Caso se considere a TDT não necessariamente de forma exclusiva, estas regiões também se destacam com maiores penetrações (entre 37% e 38%). Já a penetração de TVS foi superior à média nacional nas regiões autónomas (R.A.) e Área Metropolitana de Lisboa.

A penetração da TDT (não necessariamente de forma exclusiva) diminuiu em todas as regiões face ao ano anterior, quando consideradas as residências habituais. As regiões com a maior quebra anual foram a R.A. da Madeira (-9,7 p.p.) e a região Centro (-7,0 p.p.). No caso da TVS, a variação regional face ao ano anterior foi relativamente baixa (entre +1,6% na região Centro e -1,7% na região do Algarve).

A tipologia familiar e o rendimento das famílias influenciam os meios de acesso ao sinal de TV utilizado. As famílias com crianças e com maiores rendimentos tendem a registar uma maior penetração de TVS. Em contrapartida, as famílias sem crianças, e as famílias com menores rendimentos verificaram maiores taxas de penetração de TDT. Cerca de 19,3% das famílias com mais baixos rendimentos (1.º quintil) tinham acesso exclusivo à TDT.

Em comparação com o ano anterior, verificou-se um aumento na penetração da TDT nas famílias monoparentais e nas famílias compostas por dois adultos com crianças.

Infografia sobre os meios de acesso ao sinal de TV em 2023

Quer saber mais sobre como aceder à TDT, que permite assistir à emissão dos canais generalistas nacionais em direto e gratuitamente? Consulte as perguntas frequenteshttps://www.anacom.pt/render.jsp?categoryId=378617.