Serviço de distribuição de sinais de televisão por subscrição - 1.º semestre de 2021



Sumário executivo

Assinantes de TV cresceram 3,5% e 94% das famílias dispõem deste serviço

No primeiro semestre de 2021 (1S2021), 94,2% das famílias dispunham do serviço de distribuição de sinais de televisão por subscrição (TVS), mais 5,0 pontos percentuais (p.p.) do que no semestre homólogo do ano anterior. O crescimento verificado resultou, não apenas do crescimento do número de acessos, mas também do efeito estatístico da diminuição do número de famílias clássicas (-1,9%).

O número de assinantes do serviço de distribuição de sinais de TV por subscrição foi de 4,3 milhões, mais 147 mil (+3,5%) do que no mesmo período do ano anterior.

Fibra ótica com 54% de assinantes de TV por subscrição

O crescimento do serviço deveu-se às ofertas suportadas em fibra ótica (FTTH), que registaram mais 300 mil assinantes face ao mesmo semestre do ano anterior (+14,8%), atingindo 2,3 milhões de assinantes. Este crescimento resultou não só da captação de novos clientes, mas também da transferência para FTTH de clientes que anteriormente se encontravam suportados noutras redes.

Desde 2018 que a FTTH tem sido a principal forma de acesso a este serviço. No 1S2021, a FTTH representava 54,4% do total de assinantes, seguindo-se a TV por cabo (30,1%), a TV via satélite - DTH (10,0%) e o ADSL (5,5%).

Quotas dos prestadores

No 1S2021, a MEO foi o prestador com a quota de assinantes do serviço de distribuição de sinais de TV por subscrição mais elevada (40,4%), seguindo-se o Grupo NOS (38,2%), a Vodafone (17,8%) e a NOWO (3,4%). A Vodafone e a MEO foram os prestadores que, em termos líquidos, mais assinantes captaram face ao mesmo período do ano anterior, tendo as suas quotas aumentado 1,1 p.p. e 0,5 p.p., respetivamente. Por outro lado, diminuíram as quotas do Grupo NOS (-1,2 p.p.) e da NOWO (-0,3 p.p.).

No segmento residencial, o Grupo NOS manteve a quota mais elevada (39,2%), seguindo-se a MEO (38,9%), a Vodafone (18,1%) e a NOWO (3,7%). As quotas da Vodafone e da MEO aumentaram (+1,1 p.p. e +0,4 p.p., respetivamente), enquanto as quotas do Grupo NOS e da NOWO registaram diminuições (-1,2 p.p. e -0,3 p.p., respetivamente).

O nível de concentração, medido pelo índice Herfindahl-Hirschman, apesar de elevado, diminuiu ligeiramente face ao semestre homólogo. A atual tendência de diminuição da concentração iniciou-se em 2013, com o lançamento da oferta triple play da Vodafone suportada em FTTH.  Não se têm registado alterações significativas na concentração desde 2015.

Resumo gráfico do serviço de distribuição de sinais de televisão por subscrição no 1.º semestre de 2021.