Quase metade dos utilizadores de banda larga fixa têm acessos de 100 Mbps ou mais

No final de junho de 2017 quase metade dos utilizadores de banda larga fixa (49,1%) tinham acessos de velocidades iguais ou superiores a 100 Mbps, o que compara com 36,5% um ano antes.  Se considerarmos os acessos de velocidades superiores a 30 Mbps, essa percentagem sobe para 70,3%. Nos últimos 12 meses registou-se um aumento de 511 mil acessos com velocidades iguais ou superiores a 100 Mbps.

No final do 2.º trimestre de 2017, o tráfego de acesso à Internet em banda larga (fixa e móvel) aumentou 9,1% face ao trimestre anterior e 33,8% relativamente ao trimestre homólogo de 2016, atingindo cerca de 790 milhões de Gigabytes (GB), valor que corresponde a um máximo histórico. A evolução explica-se sobretudo pela evolução do tráfego da banda larga fixa, que representava cerca de 94% do total. O tráfego de acesso à Internet através dos acessos móveis aumentou 17,8% no trimestre em análise.

O tráfego médio mensal por acesso à Internet em banda larga em local fixo foi de 71,9 GB. O tráfego gerado por cliente de banda larga móvel com utilização efetiva foi de 2,39 GB por mês (11,5 GB por mês no caso de tablet/PC).

No final do 2º trimestre existiam cerca de 3,46 milhões de acessos à Internet em local fixo, mais 1,3% do que no trimestre anterior. Em termos homólogos registou-se um aumento de 205 mil acessos, que se traduzem num crescimento de 6,3%. Estima-se que 98,6% dos lares que possuem serviço de acesso à Internet em banda larga fixa adquiriram o serviço no âmbito de um pacote de serviços.

A fibra ótica (FTTH/B) é, desde o trimestre anterior, a principal forma de acesso à Internet em banda larga fixa (35,4% dos acessos). O cabo e o ADSL representavam 33,1% e 23,7% dos acessos à Internet em banda larga fixa, respetivamente. O LTE em local fixo representava 7,6% do total de acessos.

O maior contributo para o crescimento do número de acessos tem sido dado pela fibra ótica (FTTH/FTTB). No último ano os acessos em fibra aumentaram 29,6%, correspondentes a 280 mil acessos. No 2º trimestre, os acessos em fibra aumentaram 5,7% para 1,23 milhões de acessos.

A penetração do serviço de acesso à Internet em local fixo situava-se em 33,6 por 100 habitantes, no caso dos acessos fixos, e em 65,2 por 100 habitantes no caso dos acessos móveis com utilização efetiva. A penetração do serviço de banda larga fixa residencial era de 69,9 por 100 famílias clássicas e 48,1 por 100 alojamentos familiares clássicos.

O número de utilizadores que efetivamente utilizaram Internet em banda larga móvel aumentou 3,4% em relação ao trimestre anterior e 18,4% em termos homólogos, atingindo 6,7 milhões.

A quota de acessos fixos da MEO atingiu os 39,8% (-2,7 pontos percentuais face ao trimestre homólogo), seguindo-se o Grupo NOS com uma quota de 37,7% (+0,7 pontos percentuais) e a Vodafone com 18% (+1,8 pontos percentuais). O Grupo Apax, que detém a NOWO e a ONI, tinha uma quota de 4,2% (+0,1 pontos percentuais).

No caso da banda larga móvel, a quota de clientes ativos da MEO era de 38,6% (-4,5 pontos percentuais face ao trimestre homólogo), seguindo-se a NOS com 32,1% (+1,3 pontos percentuais) e a Vodafone com 28,2% (+2,3 pontos percentuais). A NOWO, que lançou ofertas comerciais de serviço de banda larga móvel em abril de 2016, tinha uma quota de 0,9%.

Entre janeiro e junho, as receitas provenientes do serviço de acesso à Internet fixo stand-alone e de pacotes de serviços que incluem este serviço totalizaram cerca de 895 milhões de euros, mais 7,2% que no período homólogo. As receitas do serviço de acesso à Internet móvel atingiram os 177,8 milhões, um aumento de 6,6% face ao valor registado no período homólogo.

Infografia sobre serviço de acesso à Internet - banda larga fixa

Infografia sobre serviço de acesso à Internet - banda larga fixa no 2.º trimestre de 2017.

Infografia sobre serviço de acesso à Internet - banda larga móvel

Infografia sobre serviço de acesso à Internet - banda larga móvel no 2.º trimestre de 2017.


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