ANACOM e operadores postais debatem inovação no sector para assinalar o Dia Mundial dos Correios

ANACOM realiza amanhã, Dia Mundial dos Correios, uma mesa redonda para debater o papel da inovação no desenvolvimento do sector postal. Esta iniciativa conta com a participação de Francisco de Lacerda, CEO dos CTT - Correios de Portugal; Olivier Establet, CEO da Chronopost; João Carlos Duarte, administrador da Iberomail; e João Cadete de Matos, presidente da ANACOM. A moderação do debate está a cargo de Rogério Carapuça, presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC).

A sessão vai decorrer na Fundação Portuguesa das Comunicações (FPC), em Lisboa, com início às 18 horas.

Esta mesa redonda será antecedida pela entrega dos prémios do concurso "A melhor carta 2018", pelo lançamento da emissão filatélica comemorativa “500 anos do Correio em Portugal 3.ª série: Objetos de Correio através dos tempos” e pela inauguração da exposição “Percurso dos Correios – Vencer a Distância”.

O Secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme d’Oliveira Martins, assegura o encerramento destes eventos.

Evolução dos serviços postais no 1.º semestre de 2018

Os serviços postais registaram, no primeiro semestre de 2018, uma redução de 6,2% do tráfego total e de 4% das receitas, pelo que a receita média por objeto aumentou 2,3%

No primeiro semestre de 2018, a redução de 6,2% do tráfego total dos serviços postais, que atingiu 385,5 milhões de objetos, foi devida à diminuição de 6,4% do tráfego das correspondências, de 7,5% do correio editorial e de 12,3% da publicidade endereçada, a qual foi parcialmente compensada pelo aumento de 11,3% observado no tráfego de encomendas.

A receita média por objeto aumentou 2,3% face ao mesmo semestre do ano anterior, o que resulta da conjugação de vários fatores: a descida de 6,2% do tráfego, a redução de 4% das receitas, o aumento de preços promovido pelos CTT em abril e a alteração da estrutura do tráfego, designadamente aumento do peso das encomendas.

A capitação postal atingiu 37,5 objetos postais por habitante e por semestre, tendo diminuído 2,4 objetos relativamente ao semestre homólogo.

As correspondências representam cerca de 79,4% do tráfego postal, a publicidade endereçada 8,1%, o correio editorial 7% e as encomendas 5,5%.

Cerca de 82,9% do tráfego encontrou-se abrangido pelos limites do serviço universal (SU). Do total de objetos distribuídos, 96,1% destinaram-se ao mercado nacional, enquanto os restantes 3,9% tiveram como destino outros países.

Em termos de quota de mercado, o grupo CTT dispunha de uma quota de cerca de 91,2% do tráfego postal total, menos 1,6 pontos percentuais em relação ao período homólogo. Relativamente ao tráfego abrangido pelos limites do SU, o grupo CTT registou uma quota de cerca de 97,5%.

As receitas geradas pelos prestadores de serviços postais totalizaram cerca de 313,9 milhões de euros, menos 4% do que no período homólogo, muito embora as receitas das encomendas tenham aumentado 10,2%. As receitas do tráfego abrangido pelos limites do SU representam 64,3% do total.

No final de junho, existiram 14,8 mil trabalhadores afetos à exploração dos serviços postais, menos 0,2% face ao período homólogo.

O número de pontos de acesso à rede aumentou 0,6%, o número de centros de distribuição aumentou 3,2% e a frota de veículos aumentou 4,2%. Este aumento dos pontos de acesso ocorreu em simultâneo com a redução de 5,4% do número de estações de correio dos CTT.

Quanto aos outros meios materiais (pertencentes na totalidade à concessionária do SU), verificou-se um aumento em termos homólogos do número de marcos de correio (+0,5%) e diminuições ao nível do número de apartados (-1,4%), do número de máquinas automáticas de venda de selos (-35,3%) e do número de postos onde apenas se podem adquirir selos (-7,5%).


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