Serviço de acesso à Internet em local fixo - 1.º semestre de 2021



Esta informação é propriedade de ANACOM

Esta informação é propriedade de ANACOM

Sumário Executivo

88% das famílias dispunha de banda larga fixa

No final do 1.º semestre de 2021 (1S2021), a taxa de penetração dos clientes residenciais de banda larga fixa foi de 88,0 por 100 famílias clássicas, mais 5,4 pontos percentuais (p.p.) do que no semestre homólogo do ano anterior. O crescimento verificado resultou, não apenas do crescimento do número de acessos, mas também do efeito estatístico resultante da diminuição do número de famílias clássicas (-1,9%).

Banda larga fixa cresceu 4,3% nos últimos doze meses

Em comparação com o mesmo semestre do ano anterior, o número de acessos de banda larga fixa aumentou em 173 mil acessos (+4,3%), tendo atingido 4,2 milhões.

A fibra ótica (FTTH) foi a principal forma de acesso à Internet em banda larga fixa, atingindo 57,7% do total de acessos, mais 5,1 p.p. do que no 1.º semestre de 2020 (1S2020). A FTTH foi também a forma de acesso que mais contribuiu para o crescimento do número de acessos. Nos últimos 12 meses, o número de acessos suportado em fibra ótica aumentou em 309 mil acessos (+14,5%).

Os acessos suportados em redes de TV por cabo diminuíram 0,6%, e representavam 28,3% do total (-1,4 p.p. do que há 12 meses). Os acessos ADSL mantiveram a tendência de queda, tendo diminuído 28,7%, substituídos por acessos de nova geração. O ADSL representava 7,3% do total de acessos (-3,4 p.p.). Os acessos fixos suportados nas redes móveis diminuíram 1,8% e tinham um peso de 6,6% (-0,4 p.p.).

Crescimento do tráfego devido a COVID-19

O tráfego total de Internet em banda larga fixa aumentou 39,2% em comparação com o mesmo semestre do ano anterior. O tráfego médio mensal por acesso foi de 247 GB, mais 33,1% do que no 1S2020, semestre em que já se fizeram sentir os efeitos da COVID-19.

Caso não tivesse ocorrido a pandemia, estima-se que o tráfego médio de dados fixos por acesso, em vez de ter crescido 33,1% no 1S2021, teria crescido 21,5%. O efeito global da COVID-19 durante os seis trimestres em que se fizeram sentir os efeitos da pandemia foi, em média, de 38,5% por trimestre1.

Quotas dos prestadores

Nos mercados do serviço de acesso à Internet em banda larga fixa, estão presentes quatro entidades com quotas de subscritores relevantes: a MEO (40,7%), o Grupo NOS (34,6%), a Vodafone (21,0%) e a NOWO (3,3%). Em comparação com o semestre homólogo, a Vodafone foi o prestador cuja quota de acessos mais aumentou (+0,8 p.p.), enquanto que a MEO foi o prestador que captou mais clientes em termos líquidos, tendo aumentado a sua quota em 0,3 p.p. As quotas do Grupo NOS e da NOWO diminuíram 0,8 p.p. e 0,3 p.p., respetivamente.

Caso se considerem apenas os acessos residenciais, a MEO dispôs da quota de subscritores mais elevada (39,0%), seguindo-se o Grupo NOS (36,8%), a Vodafone (20,1%), e a NOWO (3,8%). As quotas da Vodafone e da MEO aumentaram 0,9 p.p. e 0,2 p.p., respetivamente, enquanto as quotas do Grupo NOS e da NOWO diminuíram 0,8 p.p. e 0,3 p.p., respetivamente.

No que respeita a quotas de tráfego de banda larga fixa, a MEO atingiu os 38,9%, seguindo-se o Grupo NOS com 34,7% e a Vodafone com 23,0%. A quota da NOWO foi de 1,9%. Em comparação com o semestre homólogo, o Grupo NOS foi o prestador cuja quota de tráfego mais aumentou (+0,6 p.p.). As quotas da MEO e da NOWO diminuíram 0,2 p.p., em ambos os casos, e a quota da Vodafone manteve-se constante.

Resumo gráfico do serviço de acesso à Internet em local fixo no 1.º semestre de 2021

Notas
nt_title
 
1 O efeito da COVID-19 não pode ser obtido por diferença entre a variação realmente ocorrida, por um lado, e a estimativa do valor da variação ocorrida caso não tivesse ocorrido a pandemia, por outro lado. De facto, estes valores são calculados como variações em relação ao ano anterior, enquanto a estimativa do efeito da COVID-19 é uma variação face ao que teria ocorrido no período de pandemia caso esta não tivesse ocorrido.